“Feitiçaria colonial na cultura jurídica criminal”, com Danielle Wobeto de Araújo

Olá, pessoal!

No dia 16 de abril, terça-feira, receberemos Danielle Wobeto de Araújo, professora e pesquisadora em História do Direito na UFPR, autora da tese de doutorado Um “Cartório de feiticeiras” : direito e feitiçaria na Vila de Curitiba (1750-1777), para um encontro indisciplinar do species – Núcleo de Antropologia Especulativa.

Venham ouvir a Danielle e conversar com ela sobre bruxaria e direito no Brasil Colônia!
Feitiçaria colonial na cultura jurídica criminal
encontro indisciplinar com Danielle Wobeto de Araújo (Direito/UFPR)
Data: 16-04, terça feira
Horário: 16h
Local: Sala 603 do Edifício D. Pedro II – Reitoria/UFPR
Cartaz Danielle

Extramundanidade e sobrenatureza – Lançamento em Curitiba

Queridas e queridos, terça-feira dia 19 de junho teremos o lançamento do livro Extramundanidade e sobrenatureza – Ensaios de ontologia infundamental, de Marco Antonio Valentim. Vai ter debate com os maravilhosos Alexandre Nodari e Miguel Carid Naveira, bebidinha no Ornitorrinco e o livro pela bagatela de R$20,00 (em dinheiro apenas).
Venham!!!

convite marco

Link para o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1859393277691208/

Invocação do Espectro D. Miranda, com Luisa Marques

O species – núcleo de antropologia especulativa convida a comunidade para a invocação do espectro d. miranda, com Luisa Marques.

04/06 – 14h30
Anfi 1100 – Edifício D. Pedro I
Reitoria/UFPR

Luisa propôs para o encontro um pequeno programa de curtas, incluindo o seu “A Maldição Tropical”, que já foi exibido no Tate Modern, em Londres, e uma apresentação do seu processo de pesquisa, escrita e montagem para a realização do filme – seguida de debate.

A co-direção de “A Maldição Tropical” é de Darks Miranda, entidade slapstick das trevas, persona espectral que será invocada a partir da apresentação de um mosaico de referências usadas na confecção desse universo fílmico.

A invocação do espectro D. Miranda

Programa de curtas

Equilíbrio de frutas sobre a cabeça, sob o olhar do fantasma de Carmen Miranda (excerto de videoinstalação) de Luisa Marques & Darks Miranda (Brasil, 2013, 4’50”)

HOLA SOY DARKS de Veronica Rodriguez de la Luz del Topo a.k.a. “La Elvira” (?, 2011, 3’22”)

Rose Hobart de Joseph Cornell (EUA, 1936, 18’44”)

A maldição tropical de Luisa Marques & Darks Miranda (Brasil, 2016, 14’)

Lucifer Rising de Kenneth Anger (EUA, 1972, 29’)

cartaz_species_maldicao_2018

Link para o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2086233738072695/

Minicurso “Fazendo corpo com ecologias de práticas experimentais”

Aviso: houve uma mudança de sala. O minicurso acontecerá no Anfiteatro 1000 do edifício D. Pedro I, no 10o, andar, nos dois dias!

Teremos, nos dias 21 e 22 de maio (segunda e terça-feira), um evento muito especial, o minicurso “Fazendo corpo com ecologias de práticas experimentais”, com Susana Dias e Sebastian Wiedemann, no campus Reitoria/UFPR. Como todas as atividades do species, a entrada é gratuita e o evento é aberto à comunidade. Venham!

21 de maio (Anfiteatro 1000 do edifício D. Pedro I)
14h-17h Apresentação dos projetos:
“(a)mares e ri(s)os infinitos: um encontro-ação: preparos e ensaios com a catástrofe”
“Cenários Especulativos + Derivas da Catástrofe”

 22 de maio (Anfiteatro 1000 do edifício D. Pedro I)
14h-17h Apresentação dos projetos:
“Fractosferas: dobras entre nuvens, árvores e pedras”
“Imediações Aberrantes”

Susana Dias, doutora em Educação, é professora-pesquisadora do Labjor – Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. É editora da revista ClimaCom, coordenadora do grupo de pesquisa-criação multiTÃO e fundadora do Orssarara Ateliê. 

Sebastian Wiedemann, cineasta-pesquisador, é doutorando em Educação no OLHO – Laboratório de Estudos Audiovisuais da Unicamp. É editor de Hambre | espacio cine experimental, curador do projeto NoctilucaScreen – Cinema experimental no Antropoceno e fundador do Orssarara Ateliê.

Mais informações nos cartazes:

 

 

Obrigado por 2016!

Queridos amigos do species, 2016 foi um ano especial para o nosso grupo, no qual pudemos realizar uma série de encontros maravilhosos e lançar o primeiro número de nossa revista – apesar de toda a situação atual do país, repleta de instabilidade política, cortes de verbas, ameaças à universidade e à educação. Precisamos agradecer a todos os convidados que gentilmente aceitaram nossos convites, a todos os funcionários que nos ajudaram na organização, aos pesquisadores e estudantes do núcleo por todo o empenho e dedicação e a todo mundo que nos apoia, frequentando nossos eventos. Muito obrigado a todos, só é possível com vocês! Boas festas e até ano que vem, quando iniciaremos os trabalhos com um mini-curso ministrado por Emanuelle Coccia (CEHTA/EHESS) entre 13 e 17 de fevereiro sobre A vida das plantas. Nos vemos em breve!!!

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Seminário Performar a literatura: pesquisas para uma redefinição do literário

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Seminário Performar a literatura. Pesquisas para uma redefinição do literário.

8 e 9 de dezembro de 2016 | Anfiteatro 100 do D. Pedro I (Reitoria/UFPR)

Resumo: Todo texto literário, para se constituir enquanto experiência literária, precisa do leitor (mesmo que seja o leitor virtual ao qual o autor se dirige), precisa, portanto, ser performado: formado através (do outro), por meio de uma travessia. O gesto da leitura coloca, assim, o corpo em cena, o corpo na cena da literatura: a visão, o movimento dos lábios, a respiração, o manuseio das páginas (mesmo – no caso da leitura silenciosa, mental – que se trate da virtualização de tais movimentos corporais), e os afetos, sensações, do espanto à identificação, do enfado ao êxtase. E o mesmo não se daria no gesto da escrita (e o escritor é sempre antes um leitor, mesmo que seja do mundo e da própria linguagem)? O circuito do texto (potencialmente infinito, já que aberto sempre a novas leituras – o mesmo leitor nunca lê o mesmo texto duas vezes, já que nem ele nem o texto são os mesmos) produziria assim o atravessamento de corpos, fazendo do corpo do texto um texto do corpo, em que se cruzam não só autor e leitor (este escuta e ecoa, isto é, repete de forma diferida, o corpo daquele), mas também os corpos virtuais de personagens, narradores, bem como os corpos anônimos que compuseram a linguagem (do tempo) da escrita e (do tempo) da leitura. Ler é sempre escutar e traduzir, e toda tradução é uma performance (Augusto de Campos). Desse modo, a experiência literária não só necessita do outro, como envolve um “outrar-se” (Fernando Pessoa), uma modificação a um só tempo existencial e corporal: uma perversão, versão enviesada, transversal, e um performar (etimologicamente: uma formação atravessada; no limite, um atravessamento ou extravasamento das formas – corporais, artísticas, textuais, etc. -, ou seja, uma travessia do corpo). Corpos atravessados pela linguagem performam gêneros (no plural), corpos machucados por atos de fala, diz Judith Butler. Eis a proposta: fazer a literatura dialogar com as proposições da body art e da performance, como ela é entendida no circuito das artes contemporâneas, como “eventos não ensaiados e abertos ao público” (Ana Bernstein). Qual seria o interesse de introduzir na crítica textual o vocabulário extrínseco das artes contemporâneas? Se a noção de “performativo” abriu a caixa fechada da representação de acontecimentos para fazer a frase agir, a performance visa menos à ação de transformação do mundo do que à transformação do próprio corpo do mundo. Nesse sentido, Hélio Oiticica entendia a performance como um “EXPERIMENTAR-MUNDO”, ou seja, uma forma de criação de multiplicidades que dessubjetivam na medida em que está em jogo nela uma descoberta do corpo, mas pelo corpo, através dele (“descoberta CORPO/PERFORMANCE (…) q revele: invente: descubra”). Portanto, o objetivo da performance é levar as situações e os corpos ao limite, deixar marcas nos corpos e é através da contestação deste limite que se abre a possibilidade da experiência e do experimental e as possibilidades de inventar mundos. A performance, por isso, nunca é individual; antes, obedece à mesma lógica da escrita barthesiana ou a do travestimento, apontada por Sarduy: não é um autor que escreve a obra, não é um corpo que realiza a performance, mas sim uma relação que se estabelece com o outro, uma relação de devir. O escritor-performer sofre o mundo em seu corpo, estimula o expectador/leitor a escrever/mexer em seu corpo, escreve ou “excreve”, para citar o neologismo de Jean-Luc Nancy, imprimindo o mundo na pele de seu corpo (ou o corpo na pele do mundo). Na performance a arte sai do palco italiano, não produz resultados, ou objetos fechados, como a literatura sai do relato, ela busca o seu limite, saindo da literatura? No lugar ela expõe um corpo (com artigo indefinido), vulnerável, que sofre, presente. “O artista está presente”, diz Marina Abramovic, o artista é presença. O programa, script ou contrato performático deslocam a arte para o limiar que a separa da não arte, e ali a faz viver. Performar, em suma, a literatura significa ler a literatura como uma ontologia do corpo. O que encena e o que pode ele?, repetindo a pergunta célebre de Spinoza. Ressensibilizar assim o corpo da literatura, retomando a sua capacidade de afetar e ser afetado, perguntando-se o que e como ele é afetado. Como entender essa performance em que experimentamos não somente que “nosso corpo é apenas uma estrutura social de muitas almas”, como dizia Nietzsche, mas que nossa alma é apenas uma estrutura fictícia de muitos corpos? O Seminário pretende discutir essas questões por meio de enfoques os mais variados – teóricos, históricos, análise poética ou de prosa, dança e outras artes.

Programação:

Quinta-feira, dia 8

09:00 | Programa e gambiarra:
João Camillo Penna (UFRJ) e Sabrina Sedlmayer-Pinto (UFMG)

10:30 | Caminhar, correr: duas derivas:
Lia Duarte Mota (UFF) e Mariana Patrício Fernandes (UFRJ)

14:00 | Interpretação, tradução e performance:
Leonardo Antunes (UFRGS), Guilherme Gontijo Flores (UFPR) e Rodrigo Tadeu Gonçalves (UFPR)

15:45 | Voz, contradicção e lastro:
Roberto Zular (USP), Fábio Roberto Lucas (USP), Lucius Provas (USP)

17:30 | Leite e verborragia:
Luciana María di Leone (UFRJ) e Juliana Pereira (UFSC)

Sexta-feira, dia 9

09:30 | Multiposicionalidade e viração:
Pedro de Niemeyer Cesarino (USP) e Camila de Caux (UFRJ)

10:45 | Quase-evento e corpo escrito:
Alexandre Nodari (UFPR) e Flávia Cêra (SPECIES)

14:00 | Corpo (não-linear):
Clarissa Comin (UFPR), Rondinelly Gomes Medeiros (UFPR), Hugo Simões (UFPR) e Yuri Kulisky (UFPR)

15:45 | Escuta-escrita:
Marília Librandi Rocha (Stanford) e Jamille Pinheiro Dias (USP)

17:00 | Encerramento:
Cecília Cavalieri (UFRJ) e Pecora Loca (UFPR)

[ Página do evento no Facebook ]


Quarta, dia 7, às 15 horas, no Anfiteatro 1100, haverá um encontro preparatório, com exposição e debate da pesquisa de Lucius Provase: “o poema como objeto ontológico – ou como é possível o contemporâneo?”: https://speciesnae.wordpress.com/2016/12/01/encontro-indisciplinar-com-lucius-provase-o-poema-como-objeto-ontologico/https://www.facebook.com/events/1794837764108789/